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AGROBUSINESS - Exportação de frango reforça cadeia de nutrição
27/04/2026
As exportações brasileiras de carne de frango seguem em ritmo forte e reforçam o protagonismo do país no comércio global de proteína animal. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 504,3 mil toneladas em março de 2026, alta de 6% sobre o mesmo mês do ano passado, enquanto a receita alcançou US$ 944,7 milhões, um recorde para o período.
O desempenho chama ainda mais atenção porque ocorreu em meio a ruídos logísticos no comércio internacional. De acordo com a ABPA, mesmo com os impactos da crise no Oriente Médio, o fluxo de exportações para a região foi mantido por rotas alternativas, superando 100 mil toneladas em março. No ranking dos destinos, a China importou 51,8 mil toneladas no mês, seguida por Japão, Arábia Saudita, África do Sul e União Europeia. No plano doméstico, porém, a leitura da RuralNews com base na TF Agroeconômica mostra que a demanda interna não acompanha o mesmo ritmo externo.
É justamente nesse ponto que a Katrium Indústrias Químicas enxerga uma oportunidade de se posicionar com mais clareza dentro da cadeia. “Quando a exportação acelera, toda a operação precisa funcionar com previsibilidade. A cadeia avícola passa a depender ainda mais de insumos consistentes, com padrão técnico, regularidade logística e segurança de abastecimento”, afirma Renan Coelho, diretor comercial da Katrium. Em linha com o reposicionamento institucional da companhia, a empresa busca ser reconhecida como elo de valor na cadeia de insumos químicos para o agro, com foco em qualidade, rastreabilidade e previsibilidade de entrega.
A conexão com a nutrição animal é direta. O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) informa que a produção de ração para frangos de corte avançou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%, e projeta 39,1 milhões de toneladas em 2026, sustentada pelo dinamismo exportador e pela competitividade internacional do setor. No mesmo sentido, a Agência IBGEanunciou recorde no abate de frangos em 2025.
Esse avanço ajuda a explicar por que a ração segue no centro da estratégia econômica da avicultura. Dados da Embrapa mostram que a ração respondeu por 71,67% do custo total de produção do frango de corte em dezembro de 2025, enquanto a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta que milho e farelo de soja continuam formando a base da alimentação animal e exigem gestão cada vez mais precisa diante da volatilidade dos insumos. Numa cadeia exportadora que cresce em volume e eficiência, a competitividade passa também pela qualidade dos componentes usados na formulação nutricional.
No entendimento de Renan Coelho, é nesse ponto que a Katrium se insere de forma objetiva. Em sua frente de nutrição animal, a companhia informa que produz fosfato bicálcico utilizado em formulações de rações, sais minerais e proteinados para alimentação animal, atendendo aos requisitos estabelecidos pelo HACCP Codex Alimentarius. A ficha de dados de segurança mais recente do produto também descreve o fosfato bicálcico em pó como indicado para formulações que necessitem fósforo para alimentação animal.
“Em um mercado de alta rotação como o de frango, não basta entregar produto. É preciso entregar confiança operacional. O cliente quer constância, especificação e previsibilidade para manter desempenho e evitar perdas ao longo da cadeia”, diz Coelho. A mensagem está alinhada ao material institucional da Katrium, que destaca a importância de escala, qualidade consistente, logística eficiente e suporte técnico como diferenciais na relação com clientes do agro.
Para o executivo, com exportações aquecidas, abate recorde e demanda crescente por ração, a avicultura brasileira reforça um movimento que vai além da proteína embarcada. “Ela puxa toda uma rede de fornecimento técnico e industrial. Nesse contexto, empresas como a Katrium ganham relevância por atuar em uma etapa menos visível para o consumidor final, mas decisiva para a eficiência da produção”.
Renan Coelho afirma ainda que, ao participar da formulação nutricional com insumos químicos voltados à alimentação animal, a companhia se posiciona em um elo estratégico de uma cadeia que hoje precisa combinar escala, desempenho e previsibilidade para seguir competitiva dentro e fora do Brasil.