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TECNOLOGIA - Passaporte deve ser substituído por identificação biométrica no médio prazo

14/03/2018

Uma das primeiras preocupações de quem vai fazer uma viagem internacional é verificar se o passaporte está dentro da validade – isto depois de encontrar o documento que costuma ficar esquecido dentro de uma gaveta por falta de uso. Outra preocupação é não perder de jeito nenhum esse documento em país estrangeiro, já que ele é o documento oficial que prova a identidade do viajante. Aparentemente, os dias do passaporte estão contados. Austrália e Nova Zelândia estão testando uma nova forma de fazer viagens internacionais sem precisar carregar o passaporte. A ideia é usar dados biométricos devidamente cadastrados e que contêm várias informações relevantes sobre o passageiro e que comprovem sua identidade. Residentes desses dois países podem viajar de um território ao outro com base na verificação biométrica.

Além de evitar atos fraudulentos, como embarcar num avião com passaporte de outra pessoa, todo o processo de verificação nas fronteiras será agilizado pela nova tecnologia implementada. Estados Unidos e União Europeia também devem adotar largamente a identificação biométrica para controle de fronteiras num futuro próximo. Desde 2012, por exemplo, cidadãos europeus que vão a Paris ou Marselha podem utilizar o PARAFE (Passage Rapide Automatisé Aux Frontières Extérieures). Trata-se de uma verificação das impressões digitais que controla a movimentação e a identidade do viajante. Para se registrar, o passageiro deve ter um passaporte com validade mínima de seis meses e incluir seus dados biométricos (impressões digitais) no sistema. A vantagem é que toda verificação é automatizada e rápida, sem filas, permitindo ao cidadão se deslocar apenas com a carteira de identidade. O registro é válido por cinco anos e pode ser usado em todo aeroporto equipado com o serviço PARAFE.

Na França, desde 2009 todo passaporte é biométrico. Os passaportes biométricos contêm informações do estado civil do passageiro, bem como identificação fotográfica digital e impressão digital. Geralmente, a impressão digital de dois dedos é necessária para liberar o viajante. A mudança na autenticação dos passageiros que atravessam fronteiras é mais do que necessária para acabar com a lentidão da verificação atual dos documentos – o que também favorece a ocorrência de problemas no controle efetivo. Já Austrália e Nova Zelândia apostam no “passaporte em nuvem” para fazer o controle biométrico de fronteiras. Caso essa experiência seja bem-sucedida, poderá servir de exemplo para outros países.

Na opinião de Kerry Reid, vice-presidente global de vendas da HID Biometrics – empresa líder em autenticação segura – a impressão digital será tudo o que uma pessoa deverá usar, em breve, para realizar uma série de atividades. “Quando leitores de impressão digital de alta qualidade e segurança estiverem disponíveis nos aeroportos, terminais rodoviários, meios de transporte, locais de trabalho, caixas eletrônicos, escolas, hospitais, academias de ginástica etc., tudo quanto fizermos terá um nível de segurança imensamente maior do que hoje. A possibilidade de saber ‘quem’ está fazendo ‘o quê’ faz cair por terra um número enorme de fraudes e ações mal-intencionadas”.

O executivo acredita que, dentro de muito pouco tempo, as pessoas deixarão de carregar tantos documentos, cartões e crachás, e não vão mais precisar memorizar senhas. Nesse sentido, a identificação de uma pessoa pela leitura de sua impressão digital vai facilitar muito a vida de todos. “Todas as informações relevantes sobre o cidadão estarão armazenadas num grande banco de dados – acionado pelo leitor de impressão digital. Os primeiros registros, inclusive, já vêm sendo feitos nesses moldes, como os novos RGs, passaportes, títulos de eleitor, licenças para dirigir etc. Na medida em que as pessoas estão cada vez mais atarefadas, será muito bom não precisar forçar a memória para se lembrar de onde colocou determinado documento”.

Fonte: Kerry Reid é vice-presidente global de vendas da HID Biometrics

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