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Pirataria de óculos: infração pode comprometer a visão

25/04/2007

O combate à pirataria vem ganhando expressão. Ainda assim, em São Paulo, em cada quatro produtos vendidos um não é original. De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Pirataria e Falsificação, o comércio ilegal vai desde a venda de CDs e óculos escuros até aviões desmontados. Enquanto a indústria brasileira sofre com a perda de receita, a população nem desconfia que pode estar perdendo a visão.

“A maioria das pessoas desconhece os riscos que os raios solares representam à saúde dos olhos”, alerta o médico oftalmologista Renato Neves, diretor do Eye Care Hospital de Olhos. O risco de cair em tentação e comprar óculos de sol sem procedência declarada da mão de um ambulante é muito grande. Aparentemente iguaizinhos aos modelos originais, os óculos “genéricos” são bem mais baratos, mas escondem o grande mal que podem causar à visão.

“O mais preocupante é a falta de critérios na utilização de óculos escuros, não só por parte da população de baixa renda, como inclusive daqueles que freqüentam lojas de shopping centers na cidade”, diz Neves. O médico chama atenção para os jovens que, na ansiedade de seguir o modismo, acabam comprando óculos com lentes de todas as cores sem saber que poderá, por exemplo, passar a sofrer de dores de cabeça, coceira na vista, ou mesmo desenvolver problemas mais sérios.

“Se esses óculos oferecerem 100% de proteção contra os raios ultravioleta (UV), a saúde dos olhos estará garantida, independentemente da cor das lentes. Qualquer nível de proteção abaixo disso, de nada vai adiantar. Além de queimaduras de retina e córnea, a longo prazo essa pessoa poderá sofrer de catarata ou outra doença degenerativa da visão”, diz o oftalmologista.

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